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  • Partidos - Ministro Paulo Bernardo foi impedido de participar de debate

    O Campo Majoritário, corrente que reúne a maioria do PT, está distribuindo uma nota oficial protestando contra os grupos de esquerda do partido que proibiram a participação do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, no debate dos candidatos à presidência nacional da legenda, no domingo, em Curitiba. O ministro foi designado pelo presidente Tarso Genro para apresentar as propostas do grupo na mesa de debates, mas os outros cinco concorrentes foram contra a substituição. O episódio continuou repercutindo durante todo o dia de ontem e despertou manifestações contrárias e favoráveis das principais lideranças do Paraná.Na nota oficial, os integrantes da corrente, liderada pelo presidente estadual do PT, André Vargas, lamentam “que alguns companheiros que se apresentam como renovação partidária se comportam de forma autoritária, interditando o debate aberto e franco”. O documento alerta ainda para a necessidade de “humildade” para reconhecer os erros do PT e “unidade” para enfrentar a luta política que ocorre no país. Para André Vargas, todas as correntes deveriam ter espaço para discutir o partido neste momento difícil de crise. “O Campo está sendo criticado permanentemente, mas é um absurdo não ter alguém na mesa para rebater e representar as idéias do grupo que é maioria no PT”, disse. “Se fizéssemos isso com a esquerda eles iam fazer greve de fome e atear fogo no próprio corpo”, comparou. A ala esquerda do partido argumenta que Genro, que até o domingo ainda estava se apresentando como candidato e ontem foi substituído por Ricardo Berzoini, não poderia ser representado pelo ministro. “O Paulo não poderia apresentar propostas em nome de outro candidato. Cada um tem que responder pelas suas ações e compromissos junto aos filiados”, disse o deputado estadual, Tadeu Veneri. Além de condenar a tentativa do ministro de ferir o Regimento Interno do Processo de Eleições Diretas (PED), Veneri disse que o debate perderia a “essência” se o discurso do candidato fosse delegado a outra pessoa. “Se a moda pega, eu poderia representar o Plínio, o dr. Rosinha falaria no lugar de Raul Pont e assim por diante. Só que não dá para permitir alguém entrar como franco atirador, fazendo proposta em nome de outro sem o compromisso de cumprir”, disse. O acirramento entre as várias correntes do partido aumenta na medida em que se aproximam as eleições que vão definir o comando nacional do PT, os diretórios estaduais e municipais. Só no Paraná, 50 mil filiados estão aptos a votar no dia 18 de setembro. Nacionalmente, sete candidatos concorrem à presidência: Ricardo Berzoini, Marcos Sokol, Valter Pomar, Raul Pont, Maria do Rosário e Plínio de Arruda Sampaio e Gegê.No Paraná, André Vargas disputa a reeleição para presidente contra Tadeu Veneri; o deputado federal Florisvaldo Fier, o Dr. Rosinha, o ex-prefeito de Maringá João Ivo Caleffi; o vereador de Cascavel Aderbal de Holleben Mello e Alfeo Luiz Capellari.