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  • Bernardo é impedido de participar de debate do PT

    Curitiba - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, integrante do Campo Majoritário (ala que detém o comando nacional do PT), não conseguiu representar o presidente nacional da legenda, Tarso Genro, no debate que o partido promoveu ontem à tarde, em Curitiba, com os candidatos à presidência nacional do PT. Indignados com o que classificaram de arrogância do Campo Majoritário, outras correntes protestaram contra a participação do ministro na mesa de debates, no lugar de Genro. Até a tarde de ontem, Tarso Genro não havia anunciado sua decisão de disputar ou não a eleição para a presidência. Parte da militância entendeu a ausência de Genro que não havia confirmado presença no debate como um sinal de que ele não sairia candidato. O debate, marcado para as 14 horas, começou de maneira tumultuada. Bernardo chegou ao salão do evento, no Hotal Afâmia. Nesse momento começaram os protestos. O presidente estadual do PT, deputado André Vargas, da mesma ala, reclamou que se fosse o oposto a ala majoritária protestando contra a participação de um minoritário , eles sofreriam ataques muito piores. \'\'O Campo Majoritário está tão arrogante que acha que é onipresente\'\', disparou o deputado estadual Tadeu Veneri, que apóia o ex-deputado Plínio de Arruda Sampaio. O ex-deputado, um dos fundadores do PT, defende o retorno do partido a sua origem socialista. A discussão provocou um clima tenso no salão do hotel. Houve bate-boca entre militantes, com a pronta intervenção da turma do \'deixa disso\'. O debate começou uma hora depois do previsto. O eixo do debate foi a necessidade de reconstrução do PT. \'\'A crise é profunda, a saída é o PT voltar a suas idéias de base\'\', avaliou Markus Sokol, da corrente O Trabalho. Maria do Rosário (Movimento PT) avaliou que o PT pode se reerguer, pois tem uma base honesta. Enquanto o debate acontecia no salão do terceiro andar, Vargas e Bernardo conversavam na entrada do hotel. O ministro disse que, se tivesse feito parte da mesa de debates, falaria sobre as ações do governo na área social e contaria que a agricultura familiar deve receber R$ 9 bilhões em 2006, dois bilhões a mais que neste ano. Vargas disse estar confiante na vitória do Campo nas eleições internas, no dia 18 de setembro. Estão inscritos para a disputa Tarso Genro; Plínio Sampaio, representante de grupos independentes; Raul Pont; da Democracia Socialista; Walter Pomar, da Articulação de Esquerda; Markus Sokol, da corrente O Trabalho; Maria do Rosário, Movimento PT; e Luiz Gonzaga da Silva (Gegê), da Central de Movimentos Populares.